Saudações, viajantes das Brumas!
Continuando nossa campanha, após descerem pela passagem secreta e chegarem ao subsolo da casa, nossos nobres heróis começaram a exploração da masmorra com o objetivo de colocar os restos mortais de Rose e Thorn em suas criptas, encontrar o local de onde está vindo o estranho coro que eles tem ouvido desde que chegaram nesse andar e acabar com o mal que habita ali. Eles começam a caminhar cautelosamente pelo ambiente, com o ladino elfo Milo e o paladino draconato Trech liderando o grupo e analisando os locais. Logo no inicio eles se deparam com uma cripta vazia e ao lado dela uma outra cuja porta de pedra estava escrito "Walter Durts". Eles entram nessa cripta, mas não encontram nada lá.
Os aventureiros seguem caminho pela labiríntica masmorra, onde chegam a uma sala com uma mesa de madeira bem velha e quatro dormitórios improvisados no salão, onde cada um tem um colchonete de palha. Eles vasculham o local, mas não encontram nada de importante ou interessante ali. Eles prosseguem em sua busca, encontrando outra sala. Esta, maior que a anterior, tem cinco pequenos quartos em sua volta e um poço em seu centro. Milo, cuidadosamente, entra nos quartos e começa a verificar os baús que cada um dos cômodos tem. Ele encontra alguns itens interessantes, moedas de ouro e uma espada curta prateada que ele acaba guardando consigo. Milo vai analisar o poço no centro da sala (afinal, que lugar estranho é esse que tem um poço no meio do salão?) e com a ajuda da magia de luz do clérigo Gyomei, eles conseguem observar o poço, constatando ser um simples poço usado para pegar água por seja lá quem vive naquele local esquisito.
Eles prosseguem por um corredor, que tem uma virada para a direita ou a opção de seguir reto. O grupo opta por ir pelo caminho da direita primeiro, entrando num curto corredor, cuja voz do coro fica mais forte. Trech vai na frente e acaba caindo numa armadilha, caindo três metros em um buraco com estacas e tendo ferimentos consideráveis. O grupo ajuda o paladino e sair dali e eles passam pelo buraco, chegando a uma longa escadaria que desce para um local escuro. Daquele ponto o grupo passa a ter certeza de que, o que quer que seja o coro, esta em algum lugar descendo aquelas escadas.
Contudo, eles resolvem dar meia volta e explorar mais aquele local. Afinal, eles ainda não tinham encontrado as criptas de Rose e Thorn, além de que eles queriam mais informações e pistas sobre o que estava acontecendo. Eles retornam e seguem por um caminho que dá numa sala com uma grande mesa de madeira apodrecida, provavelmente aquele cômodo já foi um refeitório um dia, mas atualmente está todo sujo e destruído. Os heróis seguem por um caminho ao sul e chegam num salão grande com vários ossos espalhados pelo chão. No canto desse salão, junto a parede, está uma estátua grande feita com uma pedra escura que mostra um homem alto e magro, com uma volumosa capa, a mão esquerda acariciando um lobo sentado ao seu lado e a outra segurando um estranho orbe negro brilhante.
O grupo, com exceção do bardo Agostinho, se aproximam da estátua, no momento em que cinco sombras saem debaixo dela e tomam uma forma "humanoide". Em seguida, as sombras começam a atacar o grupo, que pego de surpresa. A batalha se inicia com Trech sofrendo um doloroso golpe de uma das sombras e sentindo sua força ser sugada por ela. As outras também começam a atacar os demais membros da equipe, mas os aventureiros logo percebem que suas armas não parecem ser fortes o suficiente para ferir as sombras. A bruxa Artin utiliza uma poderosa magia nas criaturas, porém parece não surtir efeito algum. O paladino Trech acaba caindo desmaiado enquanto tenta lutar e proteger seus companheiros do feroz ataque das sombras, sendo curado rapidamente por Gyomei, que começa a utilizar magias divinas nas criaturas. Milo, o ladino, usa suas habilidades de ladinagem para desferir golpes precisos nas sombras, mas mesmo isso não parece ser o suficiente para ferir gravemente as criaturas. A bárbara Kansif luta ferozmente contra os monstros e, entrando em fúria, consegue destruir uma delas. Enquanto isso, se esgueirando pelos cantos, Agostinho se aproxima da estátua e pega o orbe, pois o mesmo acredita que é dali que as criaturas estão vindo. Porém ele não sente nenhuma magia vindo do orbe e, dando de ombros, se une aos companheiros para o combate. Após um longo período, e com vários ferimentos, nossos heróis conseguem derrotar as cinco sombras, que desaparecem dali para sempre.
| As Sombras causaram grandes problemas para nossos heróis. |
Eles fazem um breve descanso para recuperar o fôlego e cuidar das feridas e seguem em frente, chegando a uma parede. Milo começa a analisá-la, buscando um botão ou algo que ative alguma passagem secreta, porém, pro seu azar, a parede era um mímico disfarçado.
| Enfrentar uma criatura dessas pode ser um desafio dos grandes. |
O mímico agarra Milo e tenta desferir uma mordida nele, mas o jovem ladino meio elfo é salvo por Kansif, que com sua força descomunal puxa Milo de dentro do mímico. Um confronto se inicia ali, mas os aventureiros conseguem lidar com o monstro. Após derrotá-lo, é revelada uma sala com uma pequena mesa de madeira cheia de papéis. Artin começa a analisar os papéis enquanto os demais exploram o local e a bruxa anã acha uma carta que lhe chama a atenção. Ela prontamente chama seus companheiros e lê o conteúdo da carta.
O grupo se indaga: Que diabos essas pessoas faziam aqui? Quantos inocentes já não pereceram perante esses loucos? E quem é esse tal Strahd von Zarovich?
Mesmo com essas perguntas no ar, eles resolvem seguir em frente, achando um quarto de casal com um grande baú. Milo, obviamente, vai correndo em direção ao mesmo e o abre, achando vários itens interessante e uteis ali dentro, especialmente as 4 poções de cura e um grimório de magias antigo. Agostinho e Gyomei chegam a conclusão que os itens daquele baú provavelmente foram de aventureiros que acabaram sendo vítimas do culto sinistro que tem ali. Eles retornam para o corredor principal, ainda buscando achar as criptas de Rose e Thorn. Após um pequeno período de exploração, eles acham as criptas dos garotos e, conforme o prometido, Gyomei coloca os restos mortais de cada um em seu devido local. O espirito das crianças aparece brevemente, dessa vez com um aspecto mais amistoso. Eles olham para o grupo com um leve sorriso, balançam a cabeça e desaparecem. Agora, só resta aos nossos heróis descer as escadas e enfrentar o coro sinistro que vem dali.
Eles descem as escadas e conseguem discernir bem o que o coro fala repetidamente: "Ele é o ancestral. Ele é a terra". Porém, após o grupo chegar em um grande salão, o coro fica em silêncio. Este salão é grande e bastante sujo, com 13 colunas contendo objetos estranhos e macabros. Eles encontram também uma espécie de prisão onde Milo, ao vasculhar o esqueleto de uma pessoa presa ali, encontra um anel de ouro e um machado grande. Ele entrega o machado para a bárbara Kansif e o grupo passa por uma estreita passagem, entrando num grande local onde tem um altar negro no meio de um lago de águas escuras. Gyomei, Trech e Milo se aproximam do altar, notando várias marcas de sangue seco e desenhos de diabos nele. Em seguida, 13 espíritos sinistros com túnicas negras surgem no alto do salão e, em coro, repetem: "UM DEVE MORRER! UM DEVE MORRER!"
Gyomei e Agostinho pecebem que os espíritos esperam que um sacrifício seja feito no altar para satisfazê-los, o que, obviamente, os aventureiros não fazem. O trio se retira do altar, quando o coro, enraivecido, grita: "Lorghoth, o Decadente, nós o despertamos. Levante-te!". Em seguida, uma criatura grande e monstruosa surge das profundezas do lago, exalando ódio e medo.
| A criatura que surgiu para enfrentar os aventureiros. |
Uma batalha pela vida começa naquele lugar, os heróis dando tudo o que lhes sobrou de força, coragem e magia para derrotar a criatura, que desfere poderosos golpes em Gyomei, Kansif e Trech. Porém, com o trabalho em equipe, os aventureiros conseguem derrotar o monstro, sendo finalizado com flechada de Milo. Segundos depois, um tremor acontece e o teto começa a desabar. Os heróis correm o máximo que podem para escapar de serem soterrados naquele local inóspito e, com dificuldades, conseguem sair da casa, que some da vista deles após ser "engolida" pelas brumas.
Nesse instante, as próprias brumas se abrem na direção aposta a casa, e os sobreviventes conseguem ver o que parece ser um vilarejo embaixo da colina, este sendo "vigiando" por um lindo castelo no alto de uma montanha. Uma chuva começa a cair, talvez para limpar a alma de nossos heróis após quase morrerem nessa casa amaldiçoada, porém, após um raio cair, o grupo vê a 18 metros deles um homem alto, magro, de cabelos negros, vestido com uma roupa nobre e uma capa escura, com uma espada embainhada na cintura e uma taça de vinho na mão esquerda.
O homem sorri para eles e fala, com um sotaque um tanto estranho: "Ora, ora, parece que meus convidados conseguiram sobreviver a esta terrível mansão. Parece que vocês são pessoas interessante, afinal". Milo, sacando sua rapieira, pergunta ao homem: "Quem é você?". O homem sorri, bebe um gole do vinho em sua taça, da as costas para o grupo, vira a cabeça de lado para olhar para eles e diz: "Eu sou Strahd von Zarovich, senhor dessas terras. Sejam bem vindos a Baróvia".
E dizendo isso, o homem se transforma em névoa e desaparece.
Quem é esse tal Strahd? O que ele quis dizer quando se referiu ao grupo como seus "convidados"? E se eles são convidados, qual o objetivo deles estarem naquele local estranho? Quais segredos e mistérios guardam aquele pequeno vilarejo?
Essas e outras perguntas começarão a ser respondidas na próxima sessão. Até a próxima, viajantes das brumas!
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